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Fiz questão de participar u.u Seria bom para eles verem como é estar do outro lado, não acham?
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Quando completei meus trinta e seis anos, estava parado no trânsito, e olhei para minha aliança, sorri. Tive uma súbita lembrança do passado, na época dos meus dezessete anos, onde tudo parecia o fim do mundo, onde sempre pensava estar sozinho. Lembrei de ter me mudado, e aí ficar sozinho, tinha que estudar de dia e trabalhar a tarde, de noite eu percebia que durante tanto tempo nunca estive sozinho, sempre tive meus amigos. Depois peguei meu diploma, consegui um trabalho excelente, e pelo horário, dava para eu conseguir ingressar na minha segunda faculdade, lá conheci você, éramos apenas colega de faculdade, e hoje estamos casados. E hoje eu penso, se naquela época de adolescência, onde os hormônios não me deixam racionar as questões, eu tivesse suicidado-me, eu jamais teria vivido para ser feliz e para poder ter essa sensação de felicidade. Desviei-me do meu caminho, comprei um presente para você e o entreguei ao chegar em casa, ambos sorríamos sem entender a lógica naquilo, mas não precisava de lógica, era lindo, só por ser.

Um mundo feito por mim. (via filosofia-da-destruicao)

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Carta encontrada sobre a cama de um hospital.

filosofia-da-destruicao:

Um lugar qualquer, um dia aleatório de um mês qualquer, o ano é 2013.

Para ele, querido, adorado, morto. 

Meu amor por você viverá para sempre, pena que você não teve a mesma sorte.

O ano era 2013 mas as lembranças eram de alguns anos atrás, quando ele ainda era vivo… Quando eu sabia para onde caminhar. 
Eu ainda preferia que você estivesse vivo, e com saúde, mas meu amor, você estará sempre em minha memória, em meu coração, em seu túmulo. 
Ainda me recordo, que nos conhecemos, nos apaixonamos, tudo começou a fazer sentindo, e quando a minha vida começou, a sua terminou, e sei que nosso amor partiu meu coração, e parou o seu. 
É irônico pensar nisso, mas quando nos conhecemos, você tinha beleza e eu solidão. Hoje, se formos ver, eu sou o único a ter algo, tenho uma bela solidão. Também é irônico pensar que o fogo do meu amor não se apagou, igualzinho ao fogo de sua casa.
As pessoas talvez não entendam mas homens mortos não contam histórias, mas seus maridos, sim.  

Isso é uma simples cartas, escrita à tinta de uma pena e transcrita para uma máquina chamada computador. 
Diria que é engraçado pensar em tudo que passamos, mas não é. Acho triste e melancólico. Você me abandonou cedo demais, e eu nada pude fazer. 

Nota de página: isso é uma carta a respeito do amor entre dois homens. Se você é homofóbico, ou não gosta de ler sobre, apenas ignore, não irei te denunciar, não irei ficar bravo, não farei nada, mas estava mais do que na hora de alguém falar a verdade sobre o amor. 

Mesmo fugindo da estrutura de carta, separarei minha estória aqui contado em partes. 

PARTE I: Quem eu era, quem ele era, o que fazíamos, porque fazíamos e o que ganhávamos com isso. 

Não julgo necessário usar nomes aqui, então, aqui vai… Eu era o garoto do cemitério, perdido em meus pensamentos e leituras, o perfeccionista, o que queria ser o melhor. 
Ele era a perfeição. Olhos perfeitos, barba perfeita, postura perfeita, um sorriso perfeito, de altura perfeita, pensamentos perfeitos, ideologias perfeitas. Perfeito. 
Eu era apenas estudante de química, ele já era formado em moda, trabalhava com designer e estava em desfiles, tinha grana, mas não era isso que importava, usávamos as melhores marcas mas não era isso que nós fazíamos, nós nos amávamos em segredo. Eu te amava, e ele me amava. Ninguém sabia. 
Fazíamos isso pelo simples fato de termos medo, e de nos desejarmos. E por mais que eu achasse que eu o amava mais, ele sempre me deu valor, mais do que eu merecesse talvez, isso me fez feliz. 
No amor não existe lucro. Ninguém ganha por que está ganhando um cinto da Louis Vuitton, e ninguém perde por estar dando o mesmo. Mas ganhamos quando estamos juntos, perdemos quando o fogo acaba com nossa história. 


PARTE II: De volta ao dia do acidente. 

Essa é sem dúvida a pior parte.
Se eu fosse você e já soubesse o que leria logo em seguida, não leria, mas vocês ainda não sabem, então leiam, e pensem um pouco sobre isso.
O nosso amor era daqueles para casar.
Eu o amei, até o último segundo.
Até que a morte nos separasse.
E enfim.
A morte nos separou.
E o pior.
Eu continue o amando.
Bem, eu saí para a faculdade, ele saiu para trabalhar, era sexta feira, e eu iria direto para casa dele, hoje era dia dos amigos, mas a surpresa

Nota de página: odeio usar o termo surpresa porque parece ser algo bom ou que nos encantem, mas o que eu vi me deixou sem dormir, desde o dia do acidente, até hoje. 

foi ter visto fumaça negra e densa, uma fumaça que mais se assemelhava às penas de corvos, e inúmero carros de bombeiros, policiais e uma ambulância, com suas sirenes ligadas, luzes amarelas, laranjas e vermelhas, sons agudos, pessoas gritando, crianças correndo, eu comecei a tremular. Meus olhos cheiravam à dor, e minhas narinas respiravam imagens confusas, numa brilhante sinestesia. 
“Há um corpo, mas ele já foi carbonizado pelas chamas.” Foram essas as palavras do bombeiro, mesmo sabendo que não foram exatamente as palavras, penso, que foram elas que o tiraram de mim.
Houve uma verificação e descobriram que tudo começou com uma panela que pegou fogo, e que este se alastrou através da cortina até que ficou incontrolável. 
E assim, no dia do acidente, ele morreu. 

Parte III: O que eu senti, o que eu fiz e como continuei vivendo.
Vazio. 
Essa é a sensação quando se perde alguém que gosta muito. Todos sabemos que nosso tempo nesse mundo é limitado, mas é sempre uma surpresa  

Nota de página: ainda não gosto do termo surpresa.

perder alguém importante. 
Para todos, no dia do velório, eu era apenas um bom amigo, então, caminhei segurando três rosas, uma branca, para que minha dor diminuísse, uma vermelha, representando meu amor, e uma negra, embora fosse artificial ao contrário das outras, representava meu luto, e minha censura para com o mundo.
Continuar vivendo nunca havia sido tão difícil, nem depois da morte do meu irmão eu havia ficado tão mal, minha notas, estranhamente aumentaram, minha competência no trabalho se manteve a mesma, ainda usava roupas seguindo padrões de moda e estética franceses, que ele havia me ensinado mas não conseguia encontrar felicidade, na verdade, eu já havia encontrado, mas ela já havia morrido.
 

Parte IV: O porquê dessa carta agora. 

Ontem fui internado, estava na sala de aula quando desmaiei. 
Fiz inúmeros exames e foi descoberto uma doença terminal. 
Eu estou morrendo. 
Acho que ele já sentiu isso. 
Quando a vida dele chegava ao fim. 
Ele sabia que ia morrer. 
E eu sei que vou morrer. 
É meio doloroso esse fim antecipado, talvez ele saiba melhor do que eu.
Ouvir o médico dizendo, algumas horas de vida.
Ele só teve alguns minutos.
Precisava escrever. 
Pois tínhamos medo. 
Medo do que os outros diriam.
Medo do que os outros fariam.
Medo de nós mesmo, muitas vezes. 
Hoje percebi, não há porque temer, o que há de melhor dentro de mim.


Parte V: Nas últimas batidas do relógio.

Sinto que vou morrer. 
Na verdade, além do fato de saber que vou, e que será em breve, sinto que não escutarei mais o relógio da sala bater, agora ele bateu anunciando cinco horas da tarde. 
Não tenho medo, não sinto dores. 
Só queria um último abraço, uma palavra reconfortante, um beijo no rosto, alguém para me dizer que vai ficar tudo bem. 
Mas ninguém virá. 
Eu continuarei sozinho.
Eu morrerei sozinho.
Igual a ele. 

Parte VI: A enfermeira.

Não é mais o mesmo escritor, quem escreve agora é uma enfermeira que encontrou essa carta.
Estou adicionando essa parte apenas, o resto se manterá igualzinho, sem tirar nem pôr.
Acredito que o escritor tenha morrido há algumas horas, mas só tenhamos descoberto isso agora, por causa do medicamento.
Já vi várias estórias (assim o escrito escrevia) pelos corredores e quartos desse hospital e de outros, mas acredito, que de longe, essa é a mais bonita, e preciso escrever isso. 
No passado, o ele dele morreu.
Hoje quem morreu foi ele. 
No futuro, quem morrerá sou eu.
Mas gostaria que essa estória, que se iniciou no passado, circunda meu presente, viva para além do futuro.
Lerei essa carta aos meu filhos, e pedirei que eles façam o mesmo.
E se eu fosse você, leitor, faria o mesmo. 
Enfim, todo o resto dessa carta foi escrita pelo escritor original, e não mais por mim. 

Ele… Há pouco estive pensando em ti. 
Em como ele sofreu.
E em como me fez sofrer. 
Se o amor é a compensação da morte, a dor é a compensação da vida, foi a essa conclusão que cheguei. 
Já não tenho forças para escrever, sei que ele entenderia. 
Então, despeço-me aqui. 
Adeus.
Obrigado por perder seu tempo lendo. 

                                                                           Com carinho, 
                                                                              Para ele. 

P.s.: eu nunca deixei de te amar. 

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Lição de vida!
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Ontem eu estava numa festa, abraçado com um amigo hétero, que já estava o sono por causa das bebidas, ele adormeceu no meu colo, comigo fazendo carinho e seu cabelo e barba. Ao verem, todos falaram que ele era gay. Ele se tornou gay por estar abraçado com um outro homem, mas eu nunca me tornei hétero por abraçar uma garota.

O mundo é negro.  (via filosofia-da-destruicao)

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Gays não podem casar pois não podem constituir uma família [não podem gerar filhos], então pessoas estéreis heterossexuais também não poderiam casar, correto?
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Mãos dadas.

filosofia-da-destruicao:

O MEU LADO:

Ontem recebi um sms dele, dizendo que me encontraria às 14:00 no shopping. 
Passei a madrugada toda pensando nele, mas isso já era costume, de qualquer forma, adormeci e acabei acordando com o som do despertador.
Acordei, escovei os dentes, tomei café, arrumei a cama, escolhi a roupa, tomei banho, escovei os dentes, peguei minha carteira, o celular, e saí, dois ônibus foram necessários, e neles, estive invisível. 
Cheguei no shopping, entretanto ele iria se atrasar um pouco, resolvi sentar na livraria, enquanto folheava as páginas de um livro qualquer, e eu permanecia invisível.
Você chegou, e nos abraçamos.  

O LADO DELE:

Ontem eu enviei um sms para ele, marcando o horário do nosso encontro de hoje.
Embora eu pense nele antes de dormir, estava a escutar música, e acabei adormecendo mais rápido do que pensei, hoje, minha mãe me acordou. 
Acordei, escovei os dentes, estava sem fome, então fui direito para o chuveiro, tomei uma ducha, saí, me perfumei, coloquei a roupa, minha mochila, e saí.
Até chegar na estação teria que andar um pouco, pegar um trem e um ônibus, mas valeria a pena, no caminho, encontrei uma turma com a qual eu jogava bola, cumprimentei-os, fora isso, estive invisível até chegar no shopping. 
Lá, eu o encontrei na livraria, e te dei um abraço.

O NOSSO LADO:

Nos encontramos, no segundo andar, dentro da livraria, e por fim, nos abraçamos, a partir daquele momento, não seríamos mais invisíveis.
Todos passaram a nos olhar, caminhávamos de mãos dadas, mas parecia que estávamos em um desfile de moda ou sei lá. Pensamos que talvez fossem nossas camisetas combinadas, um detalhe meramente casual, ocorrido por pura coincidência, mas que talvez, porventura, poderia chamar a atenção, uma camiseta do encanador Mario e outra do dinossauro Yoshi, seu companheiro. 
Mas não era isso, e sim, as mãos. Mãos dadas é algo que realmente chama a atenção, bem, pelo menos entre garotos. 
No fliperama, jogávamos naquelas máquinas de pelúcias, fracassamos todas as vezes, queríamos sim, ter uma pelúcia e dizer “Foi meu namorado que pegou para mim numa dessas máquinas.” mas não ocorreu. Pegamos tickets em outros jogos, e trocamos por coisas inúteis, tipo Amoeba.
Os ingressos do cinema estavam esgotados, então resolvemos olhar roupas, e outras coisas, compramos umas peças de roupas, e enfim, íamos embora, tiramos algumas fotos e tudo mais, e todos permaneciam nos olhando, cada um pegou seu ônibus. E fim daquela tarde no shopping, e fim daquela visibilidade assombrosa.

O MEU LADO - PARTE 2:

Entrei no ônibus, e não haviam olhares indiscretos, senti uma onda de alívio, passei a catraca, sentei-me ao lado de uma senhora, cumprimentei-a e mandei um sms para ele, dizendo que havia adorado o dia, agradecendo-o. 
Cheguei em casa, tomei banho, não fiquei com fome pois havia me alimentado em um desses fast food baratos, então, me deitei na cama, visando descansar e fui dominado por um pensamento, por que mãos dadas incomodam tanto?
Eu vivo a maior parte do tempo sendo invisível, sou acomodado com isso, mas quando estou com você, todos olham, não me importo com os outros, mas tenho medo que você não goste.
De qualquer forma, adormeci.

O LADO DELE - PARTE 2:

Entrei no ônibus, e voltei a ser invisível, recebi um sms de agradecimento pelo dia, bem, era dele, só podia ser dele, fofo, meigo, gentil, delicado, amável. Sou um rapaz de sorte, e tê-lo encontrado, é o que confirma isso. 
Cheguei em casa, tomei banho, e acabei ficando excitado, era esse o efeito que você causava em mim.
Saí, e deitei na cama, e refleti sobre o dia, adormeci enquanto pensava, por que mãos dadas incomodavam tanto?

O NOSSO LADO - PARTE 2 - Final:

Vivemos juntos por muito tempo, se a morte não nos separasse, viveríamos mais tempo ainda.
Crescemos juntos, ingressamos em faculdades separadas, tivemos inúmeras confusões, terminávamos e voltávamos. 
Casamos, tivemos nossa filha, embora fosse barriga de aluguel, era nosso dever cuidar dela.
Nossa vida foi perfeita juntas, uma ao lado da outra, uma dando apoio à outra.
Entretanto, como todos, um de nós morreu, e após um tempo o outro.
Nossos últimos pensamentos foram, aqueles de setenta e setenta e quatro anos atrás, por que mãos dadas incomodavam tanto? Entretanto, não era a pergunta mais em nossas mentes, e sim a resposta. 
Porque aquelas mãos dadas, eram apenas o símbolo do amor, o mesmo que falta na humanidade nos dias de hoje.  

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Opa, daqui a pouco é meia noite e consequentemente, quarta feira. E vou sortear o blog. Go go… Bora reblogar e seguir as regrinhas.

Bem gente, eu tentei deletar aqui algumas vezes e sempre que o fazia, eu criava blogs novos.
Acabava voltando pra cá e o tal blog novo acaba abandonado lá.
Ha algum tempo atrás criei esse aqui, o Filosofia Decadente e fiquei lá apenas uns 5 dias.
Já deletei a maioria dos posts, mas o blog tem uma URL legal (pelo menos eu acho) e tem mais de 1500 seguidores.
Decidi doá-lo.
Vou escolher aleatoriamente alguém para dá-lo.

As regras são:

Vou doar na próxima semana, exatamente na próxima quarta-feira (14 de novembro).
Reblogue, divulgue e boa sorte. 

PS: Nem preciso dizer que eu vou checar se a pessoa seguiu as 3 regras, né? E quanto mais divulgarem é melhor pois a pessoa que ganhar o blog (e poderá ser você) terá mais seguidores.